domingo, janeiro 19, 2014

365

365 dias.
14 meses.
3 réveillons.
Um e outro vai e vem.




A conta não bate, né? 
É...esses somos nós! Opostos. Com-ple-ta-men-te opostos. Cheios de números, datas, e imprevisíveis até dizer chega. Ninguém nunca acreditou que poderíamos fazer dar certo, talvez nem nós mesmos. É difícil, nunca negamos. E quem disse que seria fácil? Às vezes a gente até exagera, mas no final dá certo. A gente faz dar. Mas o trabalho é interminável, e parece que na próxima não vamos mais dar conta de fazer hora extra. Mas toda vez que essa tal de "última chance" chega, a gente dá um jeitinho. Mil e um jeitos. Jeitos nossos, meio tortos, de tentar levar, de acreditar que, nem que seja só por mais um pouquinho, vai dar certo. Tem que dar! Afinal, são tantos números e eles ficam maior a cada segundo que parece que se fracassarmos, tudo foi em vão e não só dessa, mas daquela, da última e na primeira vez. 

Incontáveis foram as vezes que o fim chegou perto, que a gente se soltava e parecia que nunca mais ia conseguir reaver a situação, mas passou. Sempre passa. Como a de ainda pouco, não é? E talvez dê certo, sabe? Ou pelo menos a gente tenta. Cada toque, cada dia, cada sei lá o que, dá a entender que vale a pena continuar nesse entrave. Briga eterna de misturar o xadrez com listrado, água e azeite e todos os antônimos possíveis. De jogar na cara do destino que a gente não desiste, mesmo que esteja na nossa cara vez ou outra que a gente vai perder esse cabo de guerra. Mas sei lá, contigo aqui, ganho mais forças pra continuar segurando firme nessa corda pra, nem que seja nos acréscimos, ganhar esse jogo.

Esse é só o começo daquilo que aparentemente tinha tudo pra não ter começado. Mas a gente não tá nem aí pra tudo isso que vira e mexe dá errado. E mesmo que chegue uma hora que isso pareça ser maior do que as coisas boas, acho que somos tolos o suficiente pra continuar tentando. Pra fazer dar certo essa mistura improvável, capaz de me encher e esvaziar ao mesmo tempo. De me trazer sorrisos e fazer derramar lágrimas ao mesmo tempo. Até porque, nem só de rosas grandes amores são feitos. Tem vez que machuca, e como, mas quando a gente acredita nem que seja 1% que vai dar certo, todo o resto desaparece. Como nas tarde de sábado, domingo ou quinta naquele sofá verde, com a chuva fazendo o mundo desabar lá fora. E eu apenas lá, nos braços dele. Me roçando na barba dele e torcendo pra nunca sair de lá. Daquele abraço, que certamente é o meu melhor look do dia.

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