sábado, agosto 24, 2013

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Hoje eu descobri o quão bom é a sensação de estar no lugar certo. Nos braços certos. De saber que encontrou o que sempre quis. Percebi que não consigo imaginar meus últimos meses sem ele. Sabe Deus por onde eu estaria se ele tivesse desistido de mim. E nem quero imaginar. Tá tudo indo tão bem. Tudo como eu sempre quis. Mas veja bem, nada é perfeito, e nem foi isso o que eu disse. Disse que tá tudo bem. Nem sempre tá certo, é claro, mas no final percebemos que é tudo um processo e que vale à pena cada dia, bom ou ruim. E isso me faz perceber cada vez mais que estou no lugar certo.

Jamais pensei que seria possível encontrar uma paz e quietude como a que eu consigo encontrar nos olhos dele, em seu abraço e seu sorriso. Ele é o que eu costumo chamar de lar. Alguém com quem eu posso contar. Para onde eu posso voltar todos os dias, independente de como eles foram. 

A gente nem de longe se parece. E já virou clichê tentar adivinhar o motivo de estar dando certo. Mas a única coisa que eu consigo pensar agora é no quão bom é ter essa sensação de estar no lugar certo. De ter um abraço para imaginar estar quando as coisas ficarem ruins. De ter um sorriso que ao lembrar me faz esquecer de tudo, e quando é dado diretamente pra mim, colore o dia. De ter alguém para chamar de lar. 


Little by little, inch by inch. 
We built a yard with a garden in the middle of it. 
It ain't much, but it's a start. 
You got me swaying right along to the song in your heart. 
And a face to call home. 
You got a face to call home.

domingo, julho 21, 2013

22


A verdade é que com o tempo a gente aprende. Entende que não precisa chegar até o final para saber que não vai dar certo. Não precisa virar até a última página do livro pra se dar conta que o final feliz não tá, nem nunca esteve naquela página. 

O melhor do tempo é perceber os erros e se martirizar, um pouco que seja, até notar que apesar de toda a dor, tudo deu certo e que hoje tudo está melhor, para ambos. Mas sei lá, até que foi bom. Nunca ia dar certo. Nem se tentássemos por mais duas vidas. Nós somos assim, iguais demais. Eu nunca fui o que tu querias, e vice-versa. Pena que passamos da última página e compramos o segundo volume dessa história para perceber que tava tudo errado, desde o título. Mas sei lá, é bom saber que estás feliz, mesmo que hoje sejas um desconhecido pra mim.


So, when we found that we could not make sense. Well, you said that we would still be friends, but i'll admit that i was glad that it was over.

domingo, junho 23, 2013

Desdém

E sempre machuca, sempre. Mesmo quando deveria fazer sorrir.

Deveria ser paciente, e ouvir meus lamentos, mas não dava. Não tinha tempo. Sempre tinha algo mais importante e inadiável para fazer. Deveria enxugar meu prantos, mas na maioria das vezes fazia com que cada vez mais eles aumentassem. Discussões desnecessárias, ironias que sempre causavam dor. Deveria deixar-me só quando eu precisava, mas não dava. Para quem ela ia contar seus feitos do dia? Quem era a única tola que sempre estaria ali para ouvi-la? Que nunca ia fugir pelo simples fato de possuir um amor incondicional que ultrapassava a amizade e que por ser tão intenso, não tinha como se desfazer.

É claro que queria se livrar disso. Se libertar. É claro que queria desfazer esse laço e seguir em frente, mas não conseguia. Talvez nem quisesse tentar. Mas um dia, ah, um dia, os nós serão desatados, e o desdém que sofreu por tanto tempo lhe servirá para encorajá-la e ela poderá seguir em frente. Sem arrependimentos. Sem prantos e sem lamuriar aquilo que sempre acreditou ter, mas que nunca foi seu. 

Foto: We heart it

sábado, junho 08, 2013

Aquém



Tenho andado tão cansada. Cansa da falta de reciprocidade. Da falta de verdade. Quisera eu que o cansaço fosse físico e não mental. Quer dizer, imagina o quão bom seria curar as mágoas com uma vitaminazinha? E que quando a dor viesse pudéssemos tomar um comprimido, descansar e ao despertar estar novinho em folha, sem ressentimentos? E não acho que venho pedindo muito, sabe? Receber um sorriso em troca de outro não é nada de outro mundo. Mas de nada adianta, já tentei uma duas, três, oito vezes mudar o que nela me incomodava, e de nada adiantou. Talvez o problema seja comigo. Talvez eu deva seguir em frente. Talvez eu deva dar um fim nisso. Ou talvez mesmo só precise uma xícara de café e uma boa noite de sono. 

domingo, abril 21, 2013

3x5




É claro que eu sempre vou lembrar de cada momento importante da nossa história. Podem ser as coisas mais bobas, mas elas sempre terão uma grande importância apenas pelo simples fato de ter acontecido com ele, e por ele. O primeiro contato, troca de olhares, primeiro sorriso que ele deu diretamente pra mim, aquele "Bom Dia!" que fez minha semana valer a pena e cada conversa fiada que trocamos de madrugada mesmo  que eu estivesse morrendo de sono e mesmo que ele tivesse do outro lado da tela, cada palavra era um sorriso meu, um sorriso que ele me trazia. E isso, essas pequenas coisas, pequenas até demais que pra quem tá de fora parece tão bobo, jamais esquecerei. Até podem ter acontecido com outros olhares e outros sorrisos, mas o olhar dele e o sorriso dele são os únicos que eu consigo me lembrar. 



"All I know is that you're so nice. You're the nicest thing I've seen."