quinta-feira, agosto 25, 2011

A fila TEM que andar



Sair de um relacionamento não é fácil, esquecer o que viveu com uma pessoa especial é uma tarefa árdua. Todavia, chega um momento em que esse passado, por melhor que seja, tem que ser deixado para trás. Não digo que deves deletar isso do teu passado, mas apenas deixar adormecido. É a hora de abrir o coração para novos caminhos.
Por mais que queiras se livrar logo delas, as recordações levarão um tempo para se apagar, entretanto, por mais que haja ressentimento em relação ao romance anterior, tudo o que ocorreu deve ser levado conosco. As coisas boas devem ser guardadas, e as ruins...também, pois a partir dessas equações que deram errado, utilizando novas fórmulas, o resultado dará certo.
Muitas vezes, insistimos em relações que provavelmente nunca darão em nada. Mas quem disse que a gente consegue perceber a furada em que estamos nos metendo? Por mais que trocentas pessoas nos digam: "Ele (a) não quer nada com você", continuamos insistindo, achando que um dia a tal pessoa irá despertar e virá correndo atrás de nós. Tá, sei que não é assim que funciona, por que não é tão fácil esquecer. Pois quando realmente gostamos de alguém, é dificil, é impossível perceber que não vai dar certo, mesmo quando por inúmeras vezes derramamos lágrimas pela tal pessoa "amada", não conseguimos perceber o quanto estamos sofrendo ao insistir.
Após o termino de um relacionamento ou rolo que seja, até aceitarmos que não tem mais volta leva um tempo, tempo no qual continuamos insistindo. Apesar de agora, ficar um pouco mais nítido de que não vai dar certo, mas quem consegue convencer o coração que chegou a hora de desistir?
Deixar no passado os momentos vividos com alguém que um dia te trouxe felicidade é difícil, contudo, depois de um tempo (que parece uma eternidade) alguém tão, ou mais especial, bate em tua porta, e agora sim é a hora de arquivar definitivamente o passado, pois se não tiveres te desapegado 100% do que passou, o presente sofrerá as consequências. E uma oportunidade de ser feliz, pode ser desperdiçada. É preciso saber pôr um ponto final no passado, e perceber que ele não volta mais. E a partir de então, abrir o coração para um novo amor.
Não se esqueça que sempre tem alguém esperando a fila andar




sábado, agosto 20, 2011

De repente,acaba

Sabe quando você passa a vida toda planejando o futuro, e certo dia se toca que ele pode nem chegar? Se você parar pra pensar, hoje é seu último dia de vida. Mas calma, não estou te incentivando a viver loucamente, sair correndo pelado por ai, largar tudo, virar hippie e ir vender pulseirinhas na Praça da República. Só estou te alertando para não deixar pra amanhã o que podes fazer hoje.
Pela terceira vez a morte atingiu pessoas próximas a mim. Todavia a última mexeu comigo como as outras duas não mexeram. Talvez por se tratar de uma pessoa que era apenas um ano mais velha que eu. Às vezes temos a ilusão de que só os velhinhos morrem, e que nós, jovens, estamos imunes. E justamente por isso não ligamos pro que fazemos hoje. Ficamos horas e horas planejando como será o futuro. Eu mesma já fiz isso, pensei como estaria daqui a um tempo: Se serei forever alone. Se estarei casada e feliz, ou casada e infeliz. Ainda morando em Belém. Se terei sucesso no jornalismo, ou se desisti e virei agrônoma. Se consegui assistir a um FlaxFlu no Maracanã. Se não vou ter mais cintura. Entre outras coisas.
Planejar o futuro não é crime, desde que não te prendas tanto nisso, a ponto de não viver o presente. Desde pequena ouço a música Pais e filhos, mas ela nunca fez tanto sentido pra mim quanto nos últimos dias. Principalmente o trecho: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Por que se você parar, pra pensar, na verdade não há.” (Dá RT se você leu cantando). E por isso, nos últimos dias estou fazendo de tudo para demonstrar as pessoas que amo, o quanto elas são importantes para mim. Pois tenho medo de que elas nunca saibam disso. Afinal, o amanhã é incerto.
Assim como ainda posso ter mais 60 anos de vida, esse tempo pode ser reduzido para 5 anos, ou até mesmo 2 meses. Não me interprete como negativista, louca varrida, gótica. Talvez isso seja loucura, mas no momento é minha filosofia de vida. E pelo menos nos últimos dois dias, está dando certo. Havia muitas coisas que estava enrolando pra fazer e que agora tomei coragem (mamãe ficou orgulhosa porque limpei a mesinha do computador ). Os meus planos são continuar a eliminar da minha lista, o que estou acumulando há anos. Espero cumprir.
No momento a única coisa que eu realmente desejo é estar perto daqueles que amo. O dia de amanhã? É uma espécie de bônus. Se ele chegar, o viverei tão intensamente quanto estou vivendo o hoje. Não interprete esse intensamente como “viviendo la vida loca” \o/. Só que estou dando mais valor a cada momento. A cada nascer do sol, a cada abraço, a cada conversa, a cada sorriso. Por que não sei quando serão os últimos.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Ela se foi...

O susto. Prantos. Adormeço. Acordo. Não foi um pesadelo.
Em meio a conversas,recebi uma notícia.Na hora,pensei que tudo não passava de um mal entendido,a verdade é que eu não queria acreditar.Mas não foi um mal entendido,ela se foi.É difícil assimilar que uma pessoa que você conhece desde os 5 anos de idade,já não está mais aqui.Uma pessoa que faz fez parte da sua vida,e que agora...se foi.Não éramos BFF’s.E sei que há tempos não nos falamos.Todavia isso não a tornava menos importante em minha vida. Nunca a esqueci.
Olho as fotos,leio as cartas,e custo a acreditar...ela se foi.
Na alfabetização,ela sentava na carteira atrás de mim.Desconfio que era só pra mexer no meu cabelo,as “molinhas”,como ela o chamava.Confesso que odiava isso,mas deixava ela se divertir um pouco.O ano letivo chegou ao fim,e após a formatura, perdemos contato.
Dois anos depois,nos reencontramos.Primeiro dia de aula da quarta série,e ali estávamos,o destino nos juntou.As nossas amizades eram diferentes,e por isso não éramos mais tão próximas.Agora, ela não curtia mais puxar as molinhas.
As coisas mudaram,e quatro anos mais tarde nos reaproximamos,e juntamente a 3 amigas que adquirimos,formamos um grupo (GQ).Inseparáveis, fazíamos todos os trabalhos juntas.Os últimos anos do ensino fundamental foram inesquecíveis.E ela fez parte deles.
Como esquecer, das reuniões na casa dela?Aquelas em que íamos pra fazer os trabalhos,e as que íamos só pra assistir Madagascar (passamos a noite cantando “Eu me remexo muito”). Mesmo com todas as reuniões, nunca consegui roubar o pote de biscoitos.Ótimas lembranças!
Sei que jamais esquecerei esses momentos,nem poderia. Eles fazem parte da minha história. Também sei,que onde ela estiver os guardará consigo.
Sim,ela se foi,mas se foi desta vida,porque das minhas lembranças,ela jamais irá partir.
                                             Elziane Caetano de Mendonça,
                                                    simplesmente Any.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Fale,faça,aja!

A calmaria toma conta da sua vida? Isso te satisfaz? Bem, certamente você deve achar que está tudo perfeito. Mas tenho uma novidade, não está. Se vives em calmaria o que te sobre de paz, te falta em coragem. Falo-te por experiência própria. É muito fácil viver num mundinho cor-de-rosa achando que tudo são flores. Mas isso não é viver. Viver é se machucar o quanto for preciso para se fortalecer. É apanhar e apanhar, até aprender. E se até hoje você ainda não sofreu, é porque não está vivendo.
Diga-me quantas vezes você deixou de falar o que sentia só para não causar transtornos em sua vida? E quantas vezes hesitou em tomar alguma atitude por temer o que os outros iriam falar?
Com o passar dos anos aprendi que é muito melhor falar “Que merda eu fiz!” do que... “E se eu tivesse feito aquilo?”.  É muito cômodo esperar a vida se encarregar do seu destino, mas confesso que essa história de “O que tiver de ser será” não é para mim. Ansiosa e curiosa como sou, não consigo esperar o tempo passar. Das muitas vezes em que agi por impulso, quebrei a cara. Entretanto, não me arrependo, prefiro resolver as coisas no meu tempo, ao esperar ele passar e nunca saber o que poderia ter acontecido.
Se hoje te encontras em uma situação em que estais em dúvida sobre o que fazer, ou o que falar. Reflita só um pouco: será que guardar isso está te fazendo bem? Deixar de fazer o que queres é o melhor pra ti? E após responder essas perguntas aja, aja sem medo de ser feliz. De qualquer jeito tudo ficará bem, seja por que deu certo, ou por que deu errado, todavia, mesmo dando errado irás tirar um peso das costas, e não há sensação melhor do esta.
E se ainda assim, não criaste coragem...
“É melhor falar de mais do que nunca dizer o que você precisa dizer de novo. Mesmo que suas mãos estejam tremendo, e sua fé esteja perdida. Mesmo se os olhos estiverem se fechando, faça isso com o coração aberto. Diga o que você precisa dizer!”
                                                                                              Say-John Mayer *-*

quarta-feira, agosto 03, 2011

O meu pôr-do-sol

Poderia ter sido só mais uma tarde, para muitos foi, mas para mim, foi um momento mágico regado a reflexões. Talvez nem saiba explicar, já que minha presença foi insignificante diante de tal fenômeno da natureza. Só queria que isso se repetisse, apenas isso. Estar ali sozinha (espiritualmente) comigo. Enquanto os outros ao meu redor brincavam, conversavam, enchiam a cara, namoravam, eu só queria estar ali e não pensar em mais nada. Concentrar-me na minha música, e como se tudo tivesse sido arquitetado, ela se encaixou perfeitamente naquele momento. Foi como se os meus chamados problemas desaparecessem naquele instante. Tudo aquilo que me tirou a paz durante a semana se tornou pequeno diante daquele momento. Este fim de tarde poderia ter sido compartilhado com várias pessoas: com amigos, familiares, ou com um grande amor, mas certamente não teria sido tão especial quanto estar ali fazendo companhia a mim mesma. E agora que todos os meus chamados problemas retornaram, a única coisa que eu queria, era que isso se repetisse, apenas isso.
Se o Alan não tivesse ido buscar a bola, a foto teria ficado melhor